
Puxa, ainda bem que Deus é diferente. O homem se atenta para a aparência, mas Deus vê o coração. Ok, parece um grande clichê, mas isso é verdadeiro e está na bíblia.
Basta ler algumas páginas do livro 1Samuel para ver que o Rei Saul alistava para o seu exército todos os homens fortes que conhecia (1Samuel 14.52). Ponto para a aparência.
No capítulo 16, quando Samuel foi levado por Deus a ungir um dos filhos de Jessé, ele quase se deixou enganar quando viu Eliabe, o irmão mais velho de Davi. Samuel pensou: “Com certeza é este que o Senhor quer ungir”. O Senhor contudo disse a Samuel: “Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem, o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1Samuel 16.6-7).
Jessé, o pai, não deve ter ouvido Deus falar com Samuel, pois ele mesmo não dava muito valor para o pequenino Davi. “Samuel perguntou a Jessé: “Estes são todos os filhos que você tem? Jessé respondeu: “Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas” (1Samuel 16.11). Jessé parecia dizer: “deixa ele lá no pasto, afinal, ele não passa de um menino”. Para Jessé e para os outros, Davi era pequeno, o último dos filhos, jovem demais e sem muitas qualidades visíveis. Para Deus, Davi era um menino que Ele escolheu para derramar o seu Espírito e ser o Rei de Israel.
“Samuel apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e, a partir daquele dia, o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi” (1Samuel 16.13).
Não existem limites para aqueles que têm o Espírito de Deus. No capítulo seguinte, Davi derrotou Golias, o gigante de quase três metros de altura que fez chacota de Israel durante 40 dias.
Da altura de sua pequenez, nos seus juvenis 20 e poucos anos e sem nenhuma armadura ou arma perigosa, Davi, cheio do Espírito de Deus, enfrentou o gigante e pôs o exército dos filisteus para correr.
“Senhor, não quero ser lembrada pela minha aparência ou por aquilo que é visível em mim. Mas quero ser alguém que se torna forte e bonita pois carrega em si mesma o Espírito do Deus Vivo. Amém”.
Aline Cândido
*Telegraph – 18/05/09 / **Folha de São Paulo – 08/04/05