quinta-feira, 2 de junho de 2011
Estou cansada
Estou cansada. Antes eu tinha tempo para muitas coisas, agora parece que a vida me atropela. Adoro escrever mas ultimamente não tenho tido coragem de pegar a caneta e o caderninho pra registrar meus pensamentos. É tão ruim a sensação de ser atropelada pelo tempo! Quando se vê o dia já acabou, a semana já passou, o mês de dezembro chegou! Parece que não estou no controle da minha vida. Ela anda meio desgovernada, correndo em disparada.
Estou cansada. Antes me dedicava mais a ler a bíblia e buscar a Deus. Lia e orava até de madrugada. Hoje passo dias sem ler. Que vida atrapalhada é essa! Não quero colocar a culpa em nada nem ninguém - nem no trânsito, nem no trabalho, nem no tempo (ou na falta dele), nem na Malu, não! Preciso reorganizar minha vida e priorizar o que realmente é importante.
Quando toco nesse assunto sempre lembro de Marta e Maria, as duas irmãs que receberam Jesus em sua casa. Marta estava ocupada com o trabalho da casa enquanto Maria sentou-se aos pés de Jesus e ficou ouvindo o que ele ensinava.
Tenho sido como Marta, correndo pra lá e pra cá, fazendo mil coisas ao mesmo tempo. "Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária". (Lucas 10:41).
Quero ser como Maria. Quero ser capaz de sentar aos pés do meu Senhor e ouvir com atenção o que ele tem pra me dizer.
É uma questão de escolha. Jesus disse: "Maria escolheu a melhor parte, e esta ninguém vai tomar dela." (Lucas 10:42).
E você também passa ou já passou por isso? Compartilhe comigo a solução que você encontrou pra equilibrar a vida. E se ainda não encontrou compartilhe também, podemos aprender juntos.
Aline Cândido
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Homens passivos, mulheres agressivas
Homens passivos, mulheres agressivas. Esse é o título de um livro do psicanalista Pierre Mornell, escrito em 1979. Apesar de ter sido escrito há mais de 30 anos, o tema continua atual (alguém duvida?). Ele descreveu algo comum à maioria de seus clientes: casais em que o homem é ativo, articulado, enérgico e bem sucedido no trabalho, mas em casa completamente passivo, apático e indiferente. Mulheres, que, trabalhando fora ou não, são atraentes, boas mães, respeitadas por outras mulheres, mas em casa são agressivas.
Você já viu essa cena? O marido chega em casa cansado, ansioso por deitar no sofá e assistir um pouco de TV para relaxar. Ele quer ficar sozinho e quieto. A esposa, que passou o dia todo longe dele, pensa “Eu preciso mais de você, mas você parece não ligar para o que eu sinto”. Ele dá sinais de cansaço, ela dá sinais de que precisa dele. Ele ignora, ela dá sinais mais claros. Ele recua ainda mais, ela se torna agressiva.
O homem só quer descansar e a mulher se sente sozinha, afinal tem tantas coisas para resolver! Ela acha que se esforça sozinha para levar o casamento adiante. Por seu marido ser passivo, ela se vê obrigada a tomar sozinha todas as decisões sobre as finanças, as crianças, o jantar, as férias…
Você já viu essa cena? Duvido que não. Se não viu em sua própria casa, deve ter visto próximo a você. A cena se repete há anos em diferentes famílias, de diferentes lugares. Mas quais são as causas desse comportamento em massa?
É difícil responder, mas Charlles R. Swindoll dá algumas possíveis respostas que eu gostaria de compartilhar aqui.
1º) Homens e mulheres são diferentes e essas diferenças são ressaltadas quando casam. Os extremistas do movimento feminista na década de 60/70 tentaram igualar homens e mulheres. Isso nunca será possível! Deus criou homens e mulheres para pensar, sentir e agir de maneiras diferentes! Saber disso é o primeiro passo para evitar problemas. É preciso se colocar no lugar do parceiro, respeitar e compreender essas diferenças.
Existe um vídeo ótimo que explica o funcionamento do cérebro masculino e feminino. Assista e você vai dar boas risadas.
2º) Não existem “almas gêmeas”. Não existe mágica, a harmonia no casamento é construída pouco a pouco e dá trabalho! Um bom casamento não existe sem uma comunicação honesta, profunda e regular. Isso é importante, leia de novo! A comunicação deve acontecer todos os dias, não ser superficial e ser transparente. Não é apenas falar, mas também ouvir. Não é apenas ouvir, mas também escutar (com interesse) o que o outro tem a dizer.
3º) É preciso investir no casamento mais do que esperamos receber em troca. É preciso trazer de volta ao nosso vocabulário uma palavra que está meio esquecida: altruismo. Ser altruísta é se dedicar aos outros em primeiro lugar. Durante o dia nos dedicamos às nossas atividades com afinco, mas nos esquecemos que o casamento exige a mesma porção de dedicação para dar certo.
Quando nos damos conta a falta de comunicação no casamento criou um distanciamento e uma frieza que só cresce a cada dia, como uma bola de neve. Pequenos e grandes deslizes não são perdoados e o diabo ganha espaço para destruir a família.
Um bom remédio para sair dessa síndrome passiva/agressiva é tirar alguns dias para ficar junto com o parceiro – sem filhos, sem TV, sem computador, sem amigos, sem compromissos… Para alguns pode ser fácil, para outros, difícil, mas com certeza essas pequenas atitudes ajudarão a construir um casamento saudável, onde homem e mulher ocupam seus papéis sem conflitos.
“Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade.
Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.” (Efésios 4.31-32)
Aline Cândido
- Pierre Mornell, homens passivos, Mulher Selvagem (New York: Ballantine Books, 1979, 1980, 1981), 1-2.
- Passive Men, Wild Women por Charles R. Swindoll (http://www.insight.org/library/articles/marriage/passive-men-wild-women.html)
terça-feira, 3 de maio de 2011
O poder da palavra
Toda palavra tem poder para construir ou destruir uma vida. Você já teve alguma experiência assim? Alguma vez alguém falou algo que te desanimou e te desencorajou e outra vez alguém te falou palavras de incentivo e isso fez bem para você?
Se a palavra do homem tem esse poder, o que dirá a Palavra de Deus!
“Pois a Palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas. Não há nada que se possa esconder de Deus. Em toda a criação, tudo está descoberto e aberto diante dos seus olhos, e é a ele que todos nós teremos de prestar contas.” Hebreus 4.12-13
A Palavra de Deus revela o que está no nosso coração. Talvez seja por isso que muitos tem dificuldades em se aproximar de Deus e de sua Palavra. Ao mesmo tempo em que ela revela as intenções do coração, também mostra o caminho da vida. A Palavra de Deus constrói.
Paulo disse a Timóteo que “toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver” (2Timóteo 3.16).
Todos nós temos questões na vida e momentos em que precisamos de uma palavra, de uma direção, de um consolo, de paz. Às vezes buscamos palavras que sejam varinha de condão – algo que seja mágico e instantâneo, e que só traga coisas boas para a nossa vida. Mas a Palavra de Deus é espada cortante – ela nos mostra o que há de errado, repreende, corrige e nos dá vida. Às vezes é doloroso, mas absolutamente necessário.
Por esses motivos é que devemos insistir na leitura da Bíblia. Talvez alguns de nós tenham dificuldades para ler, falta de hábito, falta de tempo, ou mesmo a versão da bíblia que usa tem uma linguagem difícil. Seja qual for o impecilho, peça a Deus que o remova. Ler a bíblia é como praticar exercícios físicos: sabemos que o resultado compensa, mas é preciso um esforço inicial da nossa parte.
“Abre os meus olhos para que eu possa ver as verdades maravilhosas da tua lei” Salmo 119.18
sábado, 23 de abril de 2011
Ele vive!
Porque vivo está, o amanhã enfrento.
Sim, vivo está! Não temerei!
Pois eu bem sei que é dele o meu futuro,
E a vida vale a pena, Cristo vivo está!
(Hino 137)
Sim, a melhor notícia de todos os tempos veio num domingo pela manhã bem cedo. As mulheres foram ao túmulo de Jesus levando os perfumes que haviam preparado. A pedra que fechava a entrada não estava mais ali. Também não havia mais corpo algum, apenas dois anjos que disseram a elas:
"-Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? [...] Ele foi ressuscitado!" (Lucas 24.5-6)
As mulheres voltaram e contaram tudo aos outros discípulos mas alguns resistiram em crer.
Quantas pessoas você conhece que ainda resistem em crer? "Jesus lhes disse: -Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram!" (Lucas 24.25)
Eu demorei 18 anos para entender o domingo de Páscoa. A partir do momento que eu entendi e cri que Jesus estava vivo, minha vida mudou. Meus olhos foram abertos assim como os dos discípulos de Emaús que iam conversando pelo caminho e foram surpreendidos por Jesus. "Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas?" (Lucas 24.32)
Até hoje meu coração queima pois Jesus fala comigo através da Bíblia! Os mortos não falam, mas Ele vive! (Há quanto tempo você não fala com Jesus tendo consciência de que Ele está vivo?).
Jesus está vivo e todos os dias fala a nós como falou aos primeiros discípulos: "Que a paz esteja com vocês!" (Lucas 24.36)
Que tipo de paz o mundo nos dá? A paz momentânea de um silêncio, de umas férias, de um isolamento? Que tal ter paz no meio do caos? Uma paz que vem de dentro para fora e não o contrário.
"Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou. Não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo. [...] Eu vou, mas voltarei para ficar com vocês" (João 14.27-28)
Jesus, que está vivo, abriu meus olhos e me deu paz. "Está escrito que [...] no nome dele, a mensagem sobre arrependimento e o perdão dos pecados seria anunciada a todas as nações, começando em Jerusalém" (Lucas 24.47).
Essa é mensagem da Páscoa. Cristo vive! Cristo vive em mim e eu espalho a sua mensagem.
Feliz Páscoa!
Aline Cândido
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Zé Ninguém
Alguns tem o costume de escrever versículos em post-its e colar em algum lugar bem visível para lembrar sempre. A história de Gideão veio para mim como uma passagem post-it, algo que eu devo lembrar sempre. Pena que ela é muito grande e não cabe num post-it.
Na época em que viveu Gideão, os israelitas estavam há sete anos sendo dominados pelos midianitas. Eles destruiam até as plantações e "não deixavam nada para os israelitas viverem - nem ao menos uma ovelha, uma vaca ou um jumento" (Juízes 6.1-6).
Há sete anos na mesma situação, sem perspectiva de mudança. Porém eles pediram socorro a Deus e é aí que Gideão entra na história.
Você sabe quem era Gideão? Vou deixar que ele mesmo se apresente: "A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés e eu sou a pessoa menos importante da minha família" (Juízes 6.15). Ou seja, Gideão era o famoso Zé Ninguém!
Deus escolheu Gideão, um Zé Ninguém, para libertar Israel dos midianitas. Disse o Senhor: "Você pode fazer isso porque eu o ajudarei. Você esmagará todos os midianitas como se eles fossem um só homem" (Juízes 6.16).
Depois de confirmar duas vezes se Deus estava mesmo falando aquela loucura para ele, Gideão juntou um exército de 32.000 homens para lutar. Por duas vezes Deus pediu a Gideão que reduzisse o número de soldados até que ele ficasse com apenas 300 homens. Deus disse a Gideão: "Você tem gente demais e por isso não posso deixar que vocês derrotem os midianitas. Se eu deixasse, vocês poderiam pensar que venceram sem a minha ajuda" (Juízes 7.2).
Se lutassem com 32.000 soldados os israelitas estariam em desvantagem de 4 contra 1. Com 300 soldados a desvantagem cresceu ainda mais. Cada israelita deveria lutar contra 450 midianitas!
Se você conhece a história, sabe que os israelitas venceram e se livraram dos midianitas (se você não conhece a história, leia Juízes capítulos 6, 7 e 8).
Essa história tem muitas lições que não cabem em post-its e nem em um texto do Verbonline. Mas o que Deus quer me lembrar hoje é que, não importa há quanto tempo uma situação esteja acontecendo, e não importa o quão Zé Ninguém eu sou, Deus pode agir e mudar o rumo da minha história. Mas quem faz isso é Ele, afinal, não posso lutar contra 450 midianitas sozinha! Quero lembrar disso todos os dias. Onde posso colar um post-it?
Aline Cândido
quarta-feira, 30 de março de 2011
Preciso de óleo
"Considerai como crescem os lírios do campo..." (Mateus 6.28)
"Preciso de óleo", disse um monge. Então plantou uma mudazinha de oliveira. "Senhor", orou ele, "ela precisa de chuva, para que suas raízes tenras possam beber e crescer. Manda chuvas brandas." E o Senhor mandou-lhe chuvas brandas. "Senhor", orou o monge, "minha planta precisa de sol. Peço-te, manda sol." E o sol brilhou dourando as nuvenzinhas chuvosas. "Agora neve, meu Senhor, para robustecer seus tecidos", pediu o monge. E lá ficou a plantinha coberta de neve brilhante. Mas à noite morreu.
Então o monge foi ao quarto de outro irmão e contou-lhe a estranha experiência. "Eu também plantei uma arvorezinha", disse o outro, "e veja como está viçosa! Mas eu confio a minha planta ao Deus que a criou. Ele que a fez sabe do que ela precisa, melhor do que um homem como eu. Não impus condições. Não estabeleci meios ou maneiras. Orei: "Senhor, manda-lhe o que ela necessita. Sol ou chuva, vento ou neve. Tu a fizeste, e tu sabes".
Faça como os lírios,
Deixe com o Senhor!
Eles crescem... crescem...
Quer no sol... na chuva...
Crescem e são cuidados!
Deixe com o Senhor!
Muito mais que aos lírios
Deus lhe tem amor!
Ele é quem trabalha
Para quem nele espera.
Sem temor, descanse...
Deixe com o Senhor!
Extraído do livro Mananciais no Deserto (Lettie Cowman)
terça-feira, 22 de março de 2011
Culturas
Cada um tem um jeito, cada grupo tem uma forma de falar, comer, se vestir e se comportar. Ocidentais, orientais, pessoas que nasceram no norte e no sul do mesmo país, pessoas que vivem num determinado bairro ou cidade, cada um tem uma cultura diferente e foi Deus quem criou essa diversidade.
No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar. Saindo os homens do Oriente, encontraram uma planície em Sinear e ali se fixaram. Disseram uns aos outros: [...] "Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra". O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E disse o Senhor: "Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros". Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. Por isso foi chamada Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra. (Gênesis 11.1-9)
Ali em Babel, ao espalhar os homens pela terra, Deus deu início às mais diversas culturas. Foi Deus quem criou, mas foi o homem que desenvolveu cada uma delas (e assim uniu coisas boas e ruins dentro de cada cultura).
Você já se perguntou como fica o cristianismo com relação às culturas? Quando nos tornamos cristãos devemos aniquilar nossa cultura, perder a identidade?
Com certeza não. Deus ama a diversidade, Ele mesmo a criou e a usa para difundir sua Palavra. Deus fala a todos e com cada um de um jeito. Como Ele fala com você?
Jesus quando veio ao mundo nasceu como um bebê judeu, numa família de judeus, com aparência de judeu. Ele estava tão bem "adaptado" a cultura dos judeus, que na ocasião em que foi preso precisaram apontar quem era Jesus para que os soldados prendessem a pessoa certa.
Em Atos 2.1-13, no dia de Pentecoste, "havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo". Quando o Espírito Santo desceu sobre os homens, cada um ouvia falar das maravilhas de Deus em sua própria língua. "Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna?".
Deus queria falar a todos e a cada um na sua própria cultura.
Quando se fala em cultura pensamos macro, pensamos em povos e países diferentes. Mas a verdade é que cada indivíduo tem seu próprio modo de pensar e viver.
Quando Jesus entra na nossa vida, ele enriquece a nossa cultura e ao mesmo tempo faz uma limpeza no lixo que trazemos na bagagem. Não há um padrão, não há um molde no qual devemos nos encaixar. Mas é preciso deixar Jesus fazer uma limpeza na nossa cultura pessoal. Se permanecermos na nossa cultura, poderemos compartilhar as boas novas com os que são parecidos conosco, mas somente se a nossa vida tiver passado pela peneira de Deus.
E quanto a você, quais são suas características próprias de falar, comer, se vestir e se comportar? Como Deus tem falado com você e o que Ele tem feito para enriquecer e purificar sua cultura?
Aline Cândido
quinta-feira, 10 de março de 2011
Consagração
Há duas semanas estava orando por um assunto pedindo a Deus solução e veio ao meu coração a determinação de que deveria jejuar por aquilo. Comecei o jejum imediatamente, me abstendo do alimento que mais como com prazer: chocolate. Não determinei o tempo do jejum, mas hoje ao ler sobre a quaresma (tempo de preparação até a Páscoa) decidi que entregarei meu jejum a Deus no domingo de Páscoa.
40 dias foi o tempo que Jesus passou no deserto antes de começar seu ministério. 40 dias foi o tempo que durou o dilúvio antes que um novo mundo começasse com a família de Noé. 40 anos foi o tempo que os judeus peregrinaram pelo deserto antes de chegarem a terra prometida. O número 40 na bíblia vem sempre antes de algum acontecimento importante, um recomeço. Por isso a igreja instituiu a quaresma como o tempo de preparação antes da Páscoa, ressurreição de Jesus.
Para os cristãos esse deve ser um período de reflexão, tempo de alinhar os pontos, de buscar a Deus e o jejum é uma das disciplinas utilizadas nesse período.
O jejum não é uma dieta nem greve de fome. É a abstenção de alimento com finalidades espirituais. E o objetivo central deve ser sempre Deus.
O jejum também revela o que nos controla. Cobrimos com alimento e com outras coisas boas aquilo que está dentro de nós, mas quando jejuamos estas coisas vêm à tona. E isso é bom porque só o que é revelado pode ser tratado.
Posso fazer qualquer coisa, mas não vou deixar que nada me escravize. (1Coríntios 6.12).
O jejum centrado em Deus nos dá equilíbrio, nos aproxima do Senhor, nos fortalece, nos devolve a humildade e a dependência de Deus. Tempo bom, tempo abençoado.
Que esse tempo de consagração não seja para nós religiosidade e obrigação, mas que seja uma oportunidade para diminuir o passo e se concentrar no que realmente é importante.
Eu te convido a jejuar nesses 40 dias até a Páscoa. Vamos juntos?
Aline Cândido
Leia mais:
- Livro Celebração da Disciplina - Richard J. Foster
- http://blogdaana.diantedotrono.com/2011/03/08/40-dias-de-consagracao/
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Sonhos e visões
Ele acordou, trabalhou, comeu e dormiu. Faz isso há dias, tem a mesma rotina há anos. Vida sem graça, vida medíocre. Você acha essa palavra muito forte? Medíocre é tudo o que fica entre o bom e o mal, não é grande, nem pequeno, é mediano, quase sofrível, previsível. Seu presente era assim, os dias não lhe traziam nenhuma surpresa.
Sampaio tinha sonhos (por que não chamá-los de delírios?). Sonhava com uma casa maior, um carro melhor, uma promoção no trabalho, em ter tempo para os amigos, ter filhos... e de devaneio em devaneio suspirava, imaginando como tudo seria diferente se... Sempre tinha um SE em seu caminho.
Sua vida passaria despercebida se não fosse um “CERTO DIA” - duas palavrinhas quase mágicas que ele leu no Sagrado Livro:
“Certo dia o Senhor Deus disse a Abrão: - Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o almadiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. Abrão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã, como o Senhor havia ordenado.” Gênesis 12.1-3
Abrão era mais um entre os da sua família. A vida seguia seu curso, sem novidades, sem surpresas, até que CERTO DIA Deus resolveu lhe dar uma visão, visão de futuro, visão de vida. Há uma grande diferença entre sonho e visão. Sonho vem do coração do homem, visão vem da boca de Deus.
Enquanto sonhamos os nossos sonhos limitados vivemos uma vida sem perspectiva. Mas quando andamos com Deus, Ele nos faz viver coisas inimagináveis.
Abrão ouviu a direção de Deus e o obedeceu imediatamente (uma visão começa com uma ação, um movimento). Sua vida ganhou novos rumos, um novo sentido para ele e para os que viriam depois dele. Abrão saiu do meio dos seus parentes, foi morar em outra terra, formou sua própria família com sua
esposa (que até então era estéril) mudou de nome e deu origem ao povo judeu.
Quem poderia sonhar essa vida para Abrão? Somente Deus.
“Será que Deus tem uma visão para minha vida?”, pensava Sampaio. “O presente eu já conheço, mas o que Deus tem pra mim no futuro? Quero viver segundo a visão de Deus pra minha vida!”. E assim Carlos fez o primeiro movimento, uma oração, e foi dormir ansioso para sonhar os sonhos de Deus.
Aline Cândido
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Um líder pra chamar de seu
Você já leu a passagem de quando Jesus chamou os primeiros discípulos?
Jesus estava andando pela beira do lago da Galiléia quando viu dois irmãos que eram pescadores: Simão, também chamado de Pedro, e André. Eles estavam no lago, pescando com redes. Jesus lhes disse: - Venham comigo, que eu ensinarei vocês a pescar gente. Então eles laragaram logo as redes e foram com Jesus. (Mateus 4.18-22)
Lendo esse texto parece que Pedro, André, Tiago e João eram um bando de malucos desocupados que "do nada" resolveram seguir a Jesus.
Você deixaria sua família e seu trabalho para seguir alguém que mal conhece? Provavelmente não. E realmente não foi isso que aconteceu.
Mateus quando escreveu, já tinha o contexto na cabeça e só queria deixar registrado "o chamado" dos primeiros discípulos. Mas Lucas, que era historiador (e não era judeu) investigou e nos contou a história com detalhes, tim tim por tim tim.
Certo dia Jesus estava na praia do lago da Galiléia, e a multidão se apertava em volta dele para ouvir a mensagem de Deus. Ele viu dois barcos no lago, perto da praia. Os pescadores tinham saído deles e estavam lavando as redes. Jesus entrou num dos barcos, o de Simão, e pediu que ele o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se e começou a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão: - Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e os seus companheiros joguem as redes para pescar.
Simão respondeu: - Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.
Quando jogaram as redes na água, pescaram tanto peixe, que as redes estavam se rebentando. Então fizeram um sinal para os companheiros que estavam no outro barco a fim de que viessem ajudá-los. Eles foram e encheram os dois barcos com tanto peixe, que os barcos quase afundaram. Quando Simão Pedro viu o que havia acontecido, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: - Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!
Simão e os outros que estavam com ele ficaram admirados com a quantidade de peixes que haviam apanhado. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão, também ficaram muito admirados. Então Jesus disse a Simão: - Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente.
Eles arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus. (Lucas 5.1-11)
Você deve conhecer a fama de Pedro, um homem teimoso e rude. Quando Jesus pediu a ele que jogasse as redes para pescar, ele bem que poderia ter respondido: "- Fala sério, Jesus, você é marceneiro, o que entende de pescaria? E além do mais, eu já lavei as redes, já guardei tudo, encerrei por hoje".
Mas Jesus não era mais um desconhecido para Pedro. Ele assistiu de camarote enquanto Jesus ensinava as multidões (Jesus estava no barco de Pedro). Alguma coisa em Jesus fez com que Pedro confiasse plenamente nele (ninguém sabia que Jesus era Deus, apenas percebiam que ninguém falava como ele!).
E então Pedro responde a Jesus: "- Nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer."
Dá pra ver submissão e obediência nas palavras de Pedro. Ele encontrou um mestre, alguém em quem confiar, buscar direção.
A palavra OBEDECER está riscada da vida de muitos cristãos hoje em dia. Por quê? Orgulho? Vaidade? Deus instituiu lideranças para o nosso bem. Não é bom confiar e agir seguindo uma direção? Todo mundo precisa de um líder, alguém que seja 100% cristão e que tenha sabedoria divina.
O resultado da obediência de Pedro nós vemos a partir do versículo 6: bênçãos em abundância, experiência com Deus, arrependimento, mudança de vida!
E você, tem um líder pra chamar de seu? Deus tem guiado sua vida por meio dele?
Aline Cândido
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