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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Jonas x Nínive



Jonas é um dos menores profetas da Bíblia, mas há muitas lições nos 4 capítulos desse pequeno grande livro.

Jonas recebeu uma missão de Deus: ir até Nínive (uma cidade grande com cerca de 120 mil habitantes) e pregar contra ela. Deus decidiu destrui-la pois os ninivitas eram maus.

Sabemos que Jonas fugiu da responsabilidade indo de navio na direção oposta à Nínive (Társis). Deus mandou uma tempestade e quando os marinheiros descobriram que Jonas era o culpado de toda aquela situação, jogaram-no ao mar enfurecido.
No mar Jonas foi engolido por um grande peixe e ficou na barriga dele por 3 dias e 3 noites. Depois de se arrepender e orar a Deus, o peixe o vomitou em terra firme.

Quantas consequências Jonas sofreu por desobedecer a Deus! Olhando de longe parece até que Deus é um deus mau, que castiga quem o desobedece. Mas na verdade Deus faz isso porque nos ama. "Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito." (Romanos 8.28). 
Além de querer o bem de Jonas, Deus queria o bem de Nínive.

Por fim Jonas foi até lá e pregou o que Deus tinha mandado. Diz o texto que "os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco" (Jonas 3.5).

Até mesmo o rei saiu do seu trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre cinza (um grande exemplo para os líderes de hoje!). O rei proclamou um jejum e todo o povo clamou a Deus, deixou os seus maus caminhos e a violência (Jonas 3.8).

Deus mudou o curso da história e decidiu não mais destruir Nínive. Não por causa da roupa que o povo vestiu, mas por causa da intenção sincera do coração deles. Não adianta se vestir de pano de saco se o coração continua endurecido, fechado, sem ouvir aquilo que Deus está falando. O verdadeiro jejum não é interesseiro (eu deixo de comer isto para Deus me dar aquilo). Fazer um jejum é abrir mão de coisas que se gosta para receber o que Deus quer dar. O rei disse: "Clamem a Deus… talvez Deus se arrependa e abandone a sua ira, e não sejamos destruídos" (Jonas 3.9). 

Jonas ouviu, não obedeceu e passou por diversas situações ruins até que se colocasse de novo dentro da vontade de Deus. Mas o povo de Nínive não precisou passar pelo drama que Jonas passou, porque desde o início eles ouviram a Deus, creram e se submeteram à Palavra dEle.

Olhe pra sua vida e reflita. Onde você está nesse momento? Talvez como Jonas no início, fugindo para Társis para não fazer a vontade de Deus. Talvez dentro da barriga do peixe, sofrendo, sem esperança para a vida. Ou talvez como o povo de Nínive no final da história, com o coração quebrantado, arrependido, desejoso de ouvir e obedecer a vontade de Deus. 

É aí que eu quero estar! 

Aline Cândido

quinta-feira, 10 de março de 2011

Consagração


Há duas semanas estava orando por um assunto pedindo a Deus solução e veio ao meu coração a determinação de que deveria jejuar por aquilo. Comecei o jejum imediatamente, me abstendo do alimento que mais como com prazer: chocolate. Não determinei o tempo do jejum, mas hoje ao ler sobre a quaresma (tempo de preparação até a Páscoa) decidi que entregarei meu jejum a Deus no domingo de Páscoa.

40 dias foi o tempo que Jesus passou no deserto antes de começar seu ministério. 40 dias foi o tempo que durou o dilúvio antes que um novo mundo começasse com a família de Noé. 40 anos foi o tempo que os judeus peregrinaram pelo deserto antes de chegarem a terra prometida. O número 40 na bíblia vem sempre antes de algum acontecimento importante, um recomeço. Por isso a igreja instituiu a quaresma como o tempo de preparação antes da Páscoa, ressurreição de Jesus.

Para os cristãos esse deve ser um período de reflexão, tempo de alinhar os pontos, de buscar a Deus e o jejum é uma das disciplinas utilizadas nesse período.

O jejum não é uma dieta nem greve de fome. É a abstenção de alimento com finalidades espirituais. E o objetivo central deve ser sempre Deus.
O jejum também revela o que nos controla. Cobrimos com alimento e com outras coisas boas aquilo que está dentro de nós, mas quando jejuamos estas coisas vêm à tona. E isso é bom porque só o que é revelado pode ser tratado.

Posso fazer qualquer coisa, mas não vou deixar que nada me escravize. (1Coríntios 6.12).

O jejum centrado em Deus nos dá equilíbrio, nos aproxima do Senhor, nos fortalece, nos devolve a humildade e a dependência de Deus. Tempo bom, tempo abençoado.

Que esse tempo de consagração não seja para nós religiosidade e obrigação, mas que seja uma oportunidade para diminuir o passo e se concentrar no que realmente é importante.

Eu te convido a jejuar nesses 40 dias até a Páscoa. Vamos juntos?

Aline Cândido

Leia mais:
- Livro Celebração da Disciplina - Richard J. Foster
- http://blogdaana.diantedotrono.com/2011/03/08/40-dias-de-consagracao/