domingo, 28 de fevereiro de 2016

Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?



“Neste mundo eu reparei o seguinte: no lugar onde deviam estar a justiça e o direito, o que a gente encontra é a maldade.“1

Essa frase poderia ser minha, ou sua talvez. Poderia ser de um jovem que acabou de ser assaltado no semáforo, depois de um dia intenso de trabalho. Poderia ser também daquela mulher que perdeu o filho num acidente trágico. Ou dos familiares que perderam seu ente querido para o câncer e consequentemente para a morte. Poderia ser de muitos de nós, vivendo hoje, em São Paulo ou em qualquer outro canto do mundo, mas essa frase foi escrita por um sábio, há 900 anos antes de Cristo! Veja você! O mundo já não era lá essas coisas, né? 

Essa semana minha família teve a casa invadida por ladrões. Graças a Deus o prejuízo financeiro foi pequeno, mas o emocional, esse sempre é maior. A casa é o nosso porto seguro, é pra onde voltamos no fim do dia e relaxamos, descansamos, dormimos. Pensar que esse porto seguro não é seguro e pode ser violado quando você menos espera, mexe com as nossas estruturas.

Quem nunca se questionou (ou questionou a Deus) diante de situações ruins que atire a primeira pedra! Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?

Eu não sei, mas esse mesmo sábio de 900 anos atrás tinha os mesmos dilemas que temos hoje.

“Como é que alguém pode descobrir o sentido das coisas que acontecem? Isso é profundo demais para nós e muito difícil de entender.” 2
“Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque os criminosos não são castigados logo. Um criminoso pode cometer cem crimes e continuar a viver. Sim, eu sei que dizem: ‘Se você temer a Deus, tudo lhe correrá bem; mas não correrá bem para os maus. A vida deles passa como a sombra: morrerão jovens porque não temem a Deus’. Mas isso não tem sentido. Vejam o que acontece no mundo: muitas vezes os bons são castigados, e não os maus; e os maus são premiados, e não os bons. É o que eu digo: isso também é ilusão.”3

“…a gente pode ficar acordado dia e noite e mesmo assim nunca será capaz de entender o que Deus faz. Por mais que a gente se esforce, nunca entende… Ninguém sabe nada do que vai acontecer no futuro, mas isso não faz diferença. Pois a mesma coisa acontece com os honestos e os desonestos, os bons e os maus, os religiosos e os não-religiosos, os que adoram a Deus e os que não adoram. A mesma coisa acontece com quem é bom e com quem é pecador, com a pessoa que faz juramentos e com quem não faz. A mesma coisa acontece com todos; e isso é o pior de tudo o que acontece neste mundo.” 4

Bom… se o sol nasce para todos e a tempestade não escolhe endereço, qual é a vantagem em ser “amigo de Deus”?

Muitas! Algumas são até difíceis de explicar, só vivendo para entender. Mas diante do que nos aconteceu essa semana, pensei no que Jesus disse quando apareceu aos discípulos depois de ressuscitar: “E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.”

Ele não prometeu uma vida sem obstáculos, mas prometeu ser a nossa companhia até o fim! E isso faz TODA diferença! 

A caminhada está difícil? Que tal dividir a jornada com Jesus?

Aline Cândido

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1) Eclesiastes 3.16
2) Eclesiastes 7.24
3) Eclesiastes 8.11-14
4) Eclesiastes 8.16-9.3
5) Mateus 28.20

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Vá para o seu quarto!



Imagine que alguém pudesse de fato ler a sua mente, a qualquer momento, o tempo todo! Como seria, não? Que pensamentos e sentimentos essa pessoa encontraria em sua mente? Gratidão, murmuração, preocupações, tristeza... o que há por trás da máscara que vestimos todo dia ao levantarmos pela manhã?

Os mais sensitivos conseguem captar sinais e expressões que passam despercebidos pela maioria das pessoas, mas existe um cara que conhece tudo, que vê a nudez dos nossos pensamentos.

Inúmeras passagens bíblicas mostram que Jesus conhecia as pessoas por inteiro e sabia o que elas estavam pensando, vivendo e sentindo, mesmo que não o demonstrassem em público.

Foi assim com Natanael. Filipe, um dos discípulos, o encontrou sentado debaixo de uma figueira e contou a ele a grande novidade: o Messias, tão esperado pelo povo judeu, havia chegado! Era Jesus de Nazaré!
Natanael desdenhou dizendo: "Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?" E então Filipe o levou até Jesus, dizendo: "Venha e veja!"

Acontece que ao ver Natanael se aproximando, Jesus fala com ele de forma aberta, deixando Natanael intrigado. Jesus disse: "Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade". Ao que Natanael responde: "De onde me conheces?"
E Jesus diz: "eu o vi quando você ainda estava debaixo da figueira, ANTES de Filipe o chamar". (João 1.43-51)

O que será que Natanael estava pensando naquele momento, sentado debaixo da figueira, antes de Filipe chegar? Seja o que for, somente ele poderia saber, e agora tinha constatado: Jesus sabia também! Por isso declarou: "Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!".

Foi assim com a mulher samaritana também, no encontro inesperado que teve com Jesus à beira do poço. (João 4). No meio da conversa Jesus disse a ela: "Vá, chame o seu marido e volte". "Não tenho marido", respondeu ela. E Jesus disse: "Você falou corretamente dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco, e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade".

Como um judeu, que acabara de conhecê-la poderia saber tantos detalhes sobre sua vida? Judeus e samaritanos nem se falavam!
O impacto desse encontro com Jesus foi tanto que ela deixou de lado o cântaro, voltou à cidade e disse ao povo: "Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito." Em outras palavras, venham ver alguém que me conhece por inteiro! Não pode ser um homem comum! "Será que ele não é o Cristo?"

Estamos tão acostumados a vestir máscaras e programar comportamentos, que pensar que estamos nus diante de Deus, pode ser assustador. Diante daquele que tudo vê, não há defesas, não estamos no controle.

Por outro lado, o Deus que nos vê por inteiro, se apresenta a nós como Pai e não como alguém que castiga! Podemos nos aproximar dEle sem medo, e nos aninharmos em seus braços como crianças. Você consegue?

Jesus recomenda: "Quando você orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará." (Mateus 6.6).

Um detalhe importante no texto: nós oramos, (falamos com Deus), mas Ele nos recompensa pelo que vê (e não pelo que ouve).

Sabe aquele dia em que a angústia é tão grande que você não tem nem palavras para orar? Não tem problema, Deus vê e te dá aquilo que você precisa. O que Ele pede de você é: vá para o seu quarto, feche a porta... tenha consciência de que diante de mim você não precisa fingir... para mim você pode se entregar. Sou teu Pai, relaxe os ombros, descanse em meus braços... me entregue as tuas máscaras, teu fardo...
Ah, colo de pai cura tudo! E viver nesse mundo sem essa relação íntima com Deus é desperdício de vida!

O que você está esperando? Vá para o seu quarto! Deus está lá te esperando!

Aline Cândido

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Desacelerando


Um dia de cada vez, me ensinou o Criador.

Aquele que poderia ter feito tudo de uma vez, não o fez.
Não fez tudo em um dia só, mas em seis!

O Criador, olhou pra tudo e ainda desfrutou
Viu que o que havia feito era bom, muito bom.

Precisamos de tempo para construir, pensar, avaliar, enxergar melhor...
Se Deus fez assim, eu que sou sua criatura devo seguir seu exemplo.

Um dia de cada vez, hoje Ele me ensinou.
Amanhã nos encontraremos de novo e vou aprender algo novo.

Ele faz assim: me ensina um pouco por vez, para que eu não desanime nem desista. Ele me dá um pouco por vez para que eu queira sempre mais.

Um dia de cada vez... basta por hoje. Amanhã é um novo dia!

Aline Cândido

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Texto baseado em Gênesis 1

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Silêncio no jardim



"Como é bom parar! Senhor, eu gostaria de parar agora mesmo...
Por que tanta agitação? Para que todo esse frenesi? Já não sei parar.
Esqueço-me de rezar. Fecho agora meus olhos, quero falar Contigo,
Quero abrir-me para o teu Universo, mas os meus olhos não querem ficar fechados...

Sinto uma agitação que invade todo o meu corpo, que vai e vem e se agita, escravo da pressa,
Como eu gostaria de parar agora mesmo. Por que tanta pressa? Por que tanta agitação?
Eu não posso salvar o mundo!

Sou apenas uma gota d´água no oceano imenso de tua maravilhosa criação,
Verdadeiramente importante é buscar teu rosto abençoado, verdadeiramente importante é parar de vez em quando para proclamar que Tu és a grandeza e o Amor...
O urgente a fazer é deixar que fales dentro de mim, viver a profundidade das coisas..."


Essa oração foi escrita pelo Frei Ignácio Larrañaga mas poderia ter sido feita por mim (ou por você, talvez).

Quem vive na correria de São Paulo sabe muito bem o que é agitação e como é fácil ser como Marta, ocupada com tantas coisas, diante de Jesus (Lucas 10.38-42).

Semana passada, à convite de uma amiga, experimentei um momento especial chamado Lectio Divina (ou Leitura Orante). Fomos de manhã cedinho no parque Ibirapuera e escolhemos um canto mais tranquilo de um jardim. Nos aquietamos durante alguns minutos, ela leu alguns (poucos) versículos pausadamente três vezes, e meditamos em silêncio neles por mais alguns minutos. Depois cada uma compartilhou o trecho que mais falou ao seu coração. 

Algo tão simples e tão difícil de se fazer, não é verdade?

O telefone toca, o filho chama, o WhatsApp apita, o leite ferve e derrama no fogão, a cabeça pensa na conta pra pagar, no familiar que está doente, na lista do supermercado... 

Como é difícil (mas TÃO necessário) encontrar com Jesus num jardim, se aquietar como Maria (irmã de Marta) e apenas estar diante dEle... Sem discursos, sem comes e bebes, sem instrumentos e microfones, sem distrações. Com os ouvidos abertos, mente quieta, olhos fechados, foco nEle.

Leitura da Palavra, meditação, oração e contemplação. Convido você a experimentar a Lectio Divina. Em grupo é mais fácil conseguir! Vamos juntos?

"Meu coração continua batendo, mas de um jeito diferente... Não estou fazendo nada,
não estou com pressa. Simplesmente, estou diante de Ti, e como é bom estar diante de Ti..."Frei Ignácio Larrañaga



Aline Cândido


terça-feira, 2 de junho de 2015

Eu quero ser eterna



Eu quero conhecer o mundo todo
Até aquele que eu nem sei que existe
Eu quero ser amiga de estranhos
Eu quero fazer meu lar doce lar

Preciso de tempo para trabalhar duro
Para escalar as montanhas
Para descer todas as escadas

Eu preciso de bons olhos para ver as estrelas
E contar quantas vezes você foi bom para mim

Eu preciso de mais alguns anos para ir ao Himalaia
Para aprender mergulho, ver a Aurora Boreal
Para amar profundamente
Eu realmente quero saber como falar (com amor) em todas as línguas que existem.

Eu quero ser eterna

Porque foi Você que fez isso comigo
Você soprou o sopro da vida
Você sussurrou amor em meus ouvidos
E agora eu não quero parar por aqui

Eu quero ser eterna

Mostre-me o mundo
O pequeno mundo perto de mim
Sementes crescendo no meu quintal
Joaninhas pousando em meus dedos
Uma criança sonhando em sua cama rosa

O que mais eu devo ver?

Mostre-me o grande mundo que Você criou
Os mistérios da criação e suas criaturas
Faça-me eterna para ver
Faça-me eterna para viver
Eu amo tudo isso

 
Eu sou apenas uma pequena brisa
Mas eu quero ser eterna
 
 
Aline Cândido

domingo, 10 de maio de 2015

Subindo degraus. Descendo de joelhos.



Minha filha está numa nova fase da maturidade. Ela agora se sente "gente grande" pois sabe mascar chiclete sem engolir, aprendeu a assobiar, a colocar o cinto do carro sozinha e já arrisca chupar balas de hortelã, ou seja, coisas de "adulto".
Ela se orgulha disso e já se acha auto-suficiente. Os adultos riem da inocência da criança em achar que a maior dificuldade da vida é aprender a assobiar! (Quero ver assobiar e chupar cana ao mesmo tempo, não é mesmo?!)

Os pré adolescentes que entram na 5ª série (6º ano) se sentem "grandes" pois agora mudaram de período, estudam várias matérias, convivem com alunos mais velhos... 

Os que entram na faculdade se orgulham de suas conquistas. Geralmente são os mesmos que junto com a faculdade conquistaram a maioridade... 18 anos - 'agora sou dono da minha vida!'

Os que já se formaram olham para os alunos e dizem: vocês são café com leite! Estudar é fácil, quero ver matar um leão por dia no trabalho! 

Os mais velhos observam os jovens na liderança e riem por dentro pois já passaram por N problemas que tiram o sono e a saúde dos mais novos. Eles pensam "ah se você soubesse o que eu sei!..."

Como o ser humano é medíocre. Consideramos grandes nossas pequenas conquistas e passamos a nos achar melhores que os outros. 

A verdade é que o conhecimento e a  maturidade vem pouco a pouco - do contrário nos mataria. 

Conseguir assobiar é um dos maiores desafios da Malu no momento e é algo tão pequeno se comparado com tudo que o seu avô já enfrentou nessa vida! 

Ainda assim, é preciso admitir (e logo) que somos pequenos, quase insignificantes, perto de um Deus que é grandioso, Criador de tudo e de todos, onisciente, onipresente e onipotente. 

"Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?" (‭Salmos‬ ‭8‬:‭3-4‬ NVI)

Mesmo sendo todo poderoso, Ele se fez homem como nós. Jesus na Terra estava sujeito às mesmas paixões que eu e você, mas foi humilde do começo ao fim. Nasceu num estábulo, foi aclamado rei em Jerusalém sobre um jumento, ofereceu a outra face, morreu entre ladrões. 

Comparar nossas atitudes às de Jesus é um bom ponto de partida pra "baixar a crista" e entrar na linha. Que Ele nos ajude a tomar consciência de quem somos e de quem Ele é. 

Toda honra, glória e louvor sejam dados a quem realmente merece: Jesus Cristo, o filho de Deus. 

"A pureza da prata e do ouro é testada quando levada ao fogo; a pureza do coração humano é testada com um pouco  de fama"  (‭Provérbios‬ ‭27‬:‭21‬ MSG)
 
Aline Cândido

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Sobre a morte



De tempos em tempos a morte mostra suas caras. Às vezes ela vem de repente, sem avisar. Outras vezes vem lentamente, ocupando espaço em nosso corpo por meio de alguma doença. Às vezes ela desafia a lei natural e leva embora os mais novos. Incontáveis vezes as crianças são vítimas dela - seja morrendo ou ficando órfão de alguém próximo.

A morte deixa um gosto amargo na boca, um nó na garganta, uma tristeza enfraquecedora e algumas vezes, revolta.

Eu odeio a morte com todas as minhas forças. E choro pensando que não era pra ser assim. Não eram esses os planos de Deus.
 
O pecado entrou na história humana quando o primeiro casal - Adão e Eva - comeu o fruto da Árvore do Bem e do Mal.1  
Deus disse:
“Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” Gênesis 2.17.
“A partir de agora eu cuido da minha vida” é o que o ser humano diz a seu Criador. “Você não tem nada a ver comigo, quem vai dizer o que é certo ou errado, o que é bem e o que é mal, sou eu”.1

Foi assim no princípio e é assim para alguns até hoje. O homem teve a pretensão de ser independente e autônomo, porém, ele continua sendo um ser humano. Ele consegue controlar algumas coisas, mas a morte? Quem pode com ela?

Acabamos de passar pela Páscoa, onde comemoramos o fato de que um homem venceu a morte. Jesus Cristo, filho de Deus.

Quando a morte passeia por aqui eu me sinto triste, frustrada, impotente. Mas quando eu lembro de Jesus, da Páscoa, dos planos de Deus para solucionar a morte… eu só posso sorrir e agradecer.

Para aqueles que já descobriram suas limitações humanas e já reconheceram em Jesus, um amigo e um Deus, que se fez humano e que deu a sua vida por nós - para estes - a morte não tem a palavra final.

Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá." João 11:25

Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá! Como eu amo esse versículo! Eu esfrego ele na cara da morte!

Nessa vida experimentamos todo tipo de aflição, nossa alma e nosso corpo sofrem. Mas “a nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso.” Filipenses 3.20-21

“A ilustração da semente que, depois de plantada, morre e ressurge como planta viva é, na melhor das hipóteses, uma simples comparação, mas talvez lance alguma luz sobre o mistério do corpo da ressurreição. É preciso, porém, ter em mente que seremos ressuscitados para valer, que estaremos vivos para sempre! O corpo que morre não manifesta beleza, mas, quando ressuscitar, será glorioso. Sepultado em fraqueza, ressurgirá poderoso. A semente plantada é natural. Essa semente faz nascer o que é sobrenatural. É a mesma semente, o mesmo corpo! Mas que diferença entre o que morre fisicamente e o que ressurge em imortalidade espiritual!” 1Coríntios 15:42-44 (Bíblia A mensagem).

Com Cristo, a vida não acaba aqui. A morte está morta! Aleluia!

Jesus prometeu que estaria com a gente todos os dias, até o fim dos tempos (Mateus 28.20) e só quem crê e vive com Ele pra saber que é exatamente isso o que acontece. Deus está presente em TODOS os momentos, alegres ou tristes. Deus acalma e dá paz aos corações feridos pela morte. Ele estende seus braços por meio dos abraços de familiares e amigos, irmãos de fé que se entristecem junto com a gente. Em cada detalhe vejo Deus agindo (e isso deve parecer uma loucura para os que não crêem).

Se por um lado posso dizer “como eu odeio a morte”, posso dizer com mais força ainda “como eu amo esse Deus, que me amou mais do que tudo e venceu a morte! Sim, eu creio nEle, não por medo ou fraqueza, mas por reconhecer Seu amor e querer amar como Ele”!

Que Deus console a todos que são atravessados pela morte.

Aline Cândido



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1 - Ed René Kivitz - Livro Talmidim, pg 14


domingo, 5 de abril de 2015

A Páscoa do silêncio


"Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir? Quem diria que o Senhor estava agindo?
Pois o Senhor quis que o seu servo aparecesse como uma plantinha que brota e vai crescendo em terra seca. Ele não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse. Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos.

No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. 

Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos.

Ele foi maltratado, mas aguentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam a sua lã. Foi preso, condenado e levado para ser morto, e ninguém se importou com o que ia acontecer com ele. 

Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo. Foi enterrado ao lado de criminosos, foi sepultado com os ricos, embora nunca tivesse cometido crime nenhum, nem tivesse dito uma só mentira.

O Senhor Deus diz: [eu quis maltratá-lo, quis fazê-lo sofrer. Ele ofereceu a sua vida como sacrifício para tirar pecados e por isso terá uma vida longa e verá os seus descendentes. Ele fará com que o meu plano dê certo. Depois de tanto sofrimento, ele será feliz; por causa da sua dedicação ele ficará completamente satisfeito. O meu servo não tem pecado, mas ele sofrerá o castigo que muitos merecem, e assim os pecados deles serão perdoados. Por isso, eu lhe darei um lugar de honra; ele receberá a sua recompensa junto com os grandes e os poderosos. Pois ele deu a sua própria vida e foi tratado como se fosse um criminoso. Ele levou a culpa dos pecados de muitos e orou pedindo que eles fossem perdoados]". Isaías 53

O texto escrito pelo profeta Isaías, 700 anos antes de Cristo, me calou. As imagens que reconstituem a Paixão de Cristo me envergonham. Como é fácil esquecer que era o nosso sofrimento que ele estava carregando... que um homem sem pecados foi castigado, maltratado, ferido e morto. E que Ele se entregou e aguentou tudo humildemente... morreu pedindo que os nossos pecados fossem perdoados.

A Páscoa chegou mais uma vez, e o chocolate, os compromissos, o feriado, roubam a cena. Afinal, no meio de tudo isso, quem é Jesus? Uma plantinha que brota e vai crescendo em terra seca. Mas ainda hoje, para muitos, ele é alguém que não se quer ver. Muitos nessa Páscoa nem mesmo o olham, outros o desprezam. 


Vou dormir sabendo mais uma vez que foi por mim... foi para que eu pudesse fazer parte do Reino de Deus que Ele se entregou. Vou dormir pedindo perdão por todas as vezes que eu me esqueço disso e vivo a vida seguindo meus próprios caminhos. Vou dormir com o coração apertado, mas vou acordar com a alegria da ressurreição! Vou viver pra dizer a Jesus: não foi em vão! Vou morrer e vou morar com Cristo pra sempre!

"Jesus ressuscitou no domingo bem cedo" (Marcos 16.9). Aleluia!

Aline Cândido


domingo, 29 de março de 2015

Solta o cabo da nau



Quem me conhece um pouquinho sabe que no meu DNA está uma característica marcante dos Cândidos: nós resolvemos tudo!
Apareceu um problema? Em poucos minutos um de nós tem a solução. Tomamos a frente, resolvemos as questões, decidimos e executamos… e é pra já!
Como tudo nessa vida, existem vantagens e desvantagens em ser assim. Talvez essa característica seja muito apreciada no trabalho, afinal pró-atividade tem um grande valor. Lembro-me também da defesa do meu TCC (trabalho de conclusão do curso) na faculdade. Minha orientadora disse: “foi muito fácil orientar a Aline… ela trazia os problemas mas também já trazia as soluções. Ela não deixou nada pra eu resolver!”

Que ótimo não é mesmo?! Nem tanto. Os anos passam e sem perceber vamos carregando o mundo nas costas. A mochila pesada faz envergar a coluna e nem nos damos conta do peso que carregamos de querer fazer tudo funcionar, do jeito certo, na hora certa, sem danos, sem perdas e com perfeição.

No decorrer dos anos fui percebendo que eu não tenho controle sobre tudo o que gostaria. Enxergava problemas mas não podia solucioná-los, não estava ao meu alcance. Outras vezes fui surpreendida pois nem enxergava o problema, quanto mais a solução! Foi assim quando dias atrás descobri um nódulo bem grandinho na minha tireóide. Ele cresceu silencioso, sem dar as caras pro lado de fora e por um “acaso” descobri o dito cujo num exame que eu nunca tinha feito. Graças a Deus ele é benigno mas e se não fosse? Eu não sei quando ele começou a crescer, como poderia dar uma solução pra algo que eu desconheço?

São tantas e tantas e tantas situações que fogem ao nosso controle que eu poderia ficar dias citando. Criamos expectativas, esperamos, as coisas não acontecem como gostaríamos e nos frustramos. Ou então nos planejamos, nos dedicamos e o resultado não sai como esperado.
Frustração, tristeza, desespero, são alguns dos sentimentos que se tornam comuns na vida adulta.

Mas na vida cristã Deus está constantemente trabalhando naqueles que permitem. Um dos meus versículos favoritos diz: “Pois eu estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1.6)

Depois que me tornei cristã, eu comecei a dar ordens a Deus. Já que eu não podia fazer tudo do meu jeito, eu pedia pra Ele fazer… do meu jeito!
E como uma criança birrenta muitas vezes eu bati o pé e esperneei com Deus pois Ele não me dava aquilo que eu pedia. Como mãe hoje eu entendo que por mais que minha filha esperneie, se eu der aquilo que ela pede, no momento em que ela pede, ela vai se machucar, ou vai lhe fazer mal.

Com o passar dos anos (e com muitas lágrimas) eu fui aprendendo a deixar o controle total nas mãos de Deus. E como é difícil para um Cândido dar um passo pra trás, deixar de pôr a mão na massa e querer controlar tudo! Num piscar de olhos estou lá de novo, fazendo tudo sem a ajuda de ninguém, quanto mais a ajuda de Deus! Mas aos poucos tenho aprendido a entregar mesmo e esperar que Deus tome a frente e me indique o caminho.

É difícil pois às vezes não consigo ouvir a voz dEle… e às vezes eu acho que Ele se cala e não fala nada de propósito. E aí, quando eu menos espero, Ele prepara uma surpresa! É como um presente, uma recompensa para quem está exercitando a fé. É como um lembrete que diz “ei, não esqueci de você, estou aqui!”.

E assim viver pela fé vai ficando bem mais interessante do que viver uma vida totalmente planejada, calculada e executada por mim. Quem diria um Cândido reconhecer que o seu jeito de fazer as coisas não é o melhor! Milagres acontecem! :-)

Exercite você também… a vida fica bem mais leve quando deixamos com Deus!

“Parece que você não vai chegar tão rápido aonde deseja? Deixe com Deus.
Preocupado com seus filhos? Deixe com Deus.
Vivendo num lugar onde preferia não estar? Deixe com Deus.
Tudo indica que não vai se formar com boas notas? Deixe com Deus.
Por mais que você tente, seu cônjuge simplesmente não está respondendo? Deixe com Deus.
Descobriu um nódulo e vai consultar o médico amanhã? Deixe com Deus.
Disse as palavras certas para um amigo perdido, mas não obteve nenhuma resposta? Deixe com Deus.
Uma mudança profissional parece assustadora? Deixe com Deus.
Você fez o trabalho, mas outra pessoa recebeu o crédito? Deixe com Deus.
Está ficando velho e sozinho? Deixe com Deus.” (extraído do livro Dia a dia com Chuck Swindoll).

Você deve ter a sua própria frase para completar essa lista… seja qual for, a resposta é a mesma: Deixe com Deus! E depois me conte como foi. ;-)

Aline Cândido

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Adultério


“Não terás outros deuses além de mim.” Êxodo 20.3

“Então alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: ‘Mestre, queremos ver um sinal milagroso feito por ti’. Jesus respondeu: ‘Uma geração perversa e adúltera pede um sinal milagroso! Mas nenhum sinal será dado […]” Mateus 12.38-39.

Uma geração adúltera é a que flerta com vários deuses além do Senhor. Uma das “traições espirituais” mais comuns é quando deixamos de acreditar em Deus e passamos a acreditar em nós mesmos, mas existem outras. Hoje, ao ler a bíblia, me atentei às passagens que falam sobre Judas Iscariotes. Ele flertou com um outro deus - o dinheiro.

Pouco se fala sobre Judas Iscariotes na bíblia, e quando ele é citado fica nítido o seu interesse por dinheiro.

Na passagem de João 12.1-6, quando Maria derramou perfume sobre os pés de Jesus, Judas a repreendeu dizendo: “Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres? Seriam trezentos denários! Ele não falou isso por se interessar pelos pobres, mas porque era ladrão; sendo responsável pela bolsa de dinheiro, costumava tirar o que nela era colocado”.

Você conhece pessoas assim, que ao se deparar com uma determinada situação não enxergam o seu real valor mas sim o lucro ou a perda de dinheiro ocorrida? São semelhantes a Judas…

Todos nós temos livre arbítrio e prestaremos contas a Deus por cada uma de nossas decisões e ações. Jesus disse que as Escrituras iriam mesmo se cumprir, ou seja, Ele seria traído por um dos seus discípulos mais próximos (Salmo 41.9), mas o traidor poderia ter sido qualquer um dos doze apóstolos.

“Afirmou Jesus: “Aquele que comeu comigo do mesmo prato há de me trair. O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito. Mas ai daquele que trai o Filho do Homem! Melhor lhe seria não haver nascido!” Mateus 26.23-24

E em João 13.27 diz: “E assim que Judas recebeu o pão, Satanás entrou nele.” Somente a partir daquele momento Satanás entrou em Judas e juntos enviaram Jesus à cruz. Mas foi Judas que deu lugar ao diabo.

Como alguém que viveu diariamente com Jesus, escutou seus ensinamentos e viu seus milagres, pôde traí-lo? Judas ficou “cego”. Ele flertou com outro deus, ele não enxergava Deus em Jesus, o seu deus era o dinheiro.

“Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes e lhes perguntou: ‘O que me darão se eu o entregar a vocês?’ E fixaram-lhe o preço: trinta moedas de prata. Desse momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para entregá-lo” Mateus 26.14-16

Trinta moedas de prata era dinheiro suficiente para comprar uma pequena propriedade na época. Esse foi o tamanho da ambição de Judas. Quais são as suas?

Por qual preço você trocaria de deus?
Talvez por um carro luxuoso, uma casa grande, uma posição de poder na empresa ou na sociedade…

Que Deus tenha misericórdia de nós, pois já conhecemos o Caminho - Jesus. Diariamente somos tentados e precisamos decidir a que Deus iremos servir. Que possamos responder como Josué:

“Se porém, não agrada a vocês servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir […] Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor” Josué 24.15

Aline Cândido

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Outras referências, além da Bíblia:
Talmidim 122: https://www.youtube.com/watch?v=neDzCuTO3eQ
http://www.gotquestions.org/Portugues/Judas-trair-Jesus.html