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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Adultério


“Não terás outros deuses além de mim.” Êxodo 20.3

“Então alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: ‘Mestre, queremos ver um sinal milagroso feito por ti’. Jesus respondeu: ‘Uma geração perversa e adúltera pede um sinal milagroso! Mas nenhum sinal será dado […]” Mateus 12.38-39.

Uma geração adúltera é a que flerta com vários deuses além do Senhor. Uma das “traições espirituais” mais comuns é quando deixamos de acreditar em Deus e passamos a acreditar em nós mesmos, mas existem outras. Hoje, ao ler a bíblia, me atentei às passagens que falam sobre Judas Iscariotes. Ele flertou com um outro deus - o dinheiro.

Pouco se fala sobre Judas Iscariotes na bíblia, e quando ele é citado fica nítido o seu interesse por dinheiro.

Na passagem de João 12.1-6, quando Maria derramou perfume sobre os pés de Jesus, Judas a repreendeu dizendo: “Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres? Seriam trezentos denários! Ele não falou isso por se interessar pelos pobres, mas porque era ladrão; sendo responsável pela bolsa de dinheiro, costumava tirar o que nela era colocado”.

Você conhece pessoas assim, que ao se deparar com uma determinada situação não enxergam o seu real valor mas sim o lucro ou a perda de dinheiro ocorrida? São semelhantes a Judas…

Todos nós temos livre arbítrio e prestaremos contas a Deus por cada uma de nossas decisões e ações. Jesus disse que as Escrituras iriam mesmo se cumprir, ou seja, Ele seria traído por um dos seus discípulos mais próximos (Salmo 41.9), mas o traidor poderia ter sido qualquer um dos doze apóstolos.

“Afirmou Jesus: “Aquele que comeu comigo do mesmo prato há de me trair. O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito. Mas ai daquele que trai o Filho do Homem! Melhor lhe seria não haver nascido!” Mateus 26.23-24

E em João 13.27 diz: “E assim que Judas recebeu o pão, Satanás entrou nele.” Somente a partir daquele momento Satanás entrou em Judas e juntos enviaram Jesus à cruz. Mas foi Judas que deu lugar ao diabo.

Como alguém que viveu diariamente com Jesus, escutou seus ensinamentos e viu seus milagres, pôde traí-lo? Judas ficou “cego”. Ele flertou com outro deus, ele não enxergava Deus em Jesus, o seu deus era o dinheiro.

“Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes e lhes perguntou: ‘O que me darão se eu o entregar a vocês?’ E fixaram-lhe o preço: trinta moedas de prata. Desse momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para entregá-lo” Mateus 26.14-16

Trinta moedas de prata era dinheiro suficiente para comprar uma pequena propriedade na época. Esse foi o tamanho da ambição de Judas. Quais são as suas?

Por qual preço você trocaria de deus?
Talvez por um carro luxuoso, uma casa grande, uma posição de poder na empresa ou na sociedade…

Que Deus tenha misericórdia de nós, pois já conhecemos o Caminho - Jesus. Diariamente somos tentados e precisamos decidir a que Deus iremos servir. Que possamos responder como Josué:

“Se porém, não agrada a vocês servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir […] Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor” Josué 24.15

Aline Cândido

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Outras referências, além da Bíblia:
Talmidim 122: https://www.youtube.com/watch?v=neDzCuTO3eQ
http://www.gotquestions.org/Portugues/Judas-trair-Jesus.html




terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dura caminhada


Cleopas e seu amigo iam caminhando em direção à Emaús, como num dia comum. Cabisbaixos, tristes, iam conversando sobre o que tinha acontecido dias atrás. Depois de 400 anos de silêncio Deus tinha voltado a falar com seu povo por meio de Jesus.

"Ele era um profeta, poderoso em palavras e em obras, diante do povo e diante de Deus", comentou Cleopas. "Ele era a nossa esperança! Ficamos felizes porque Deus finalmente tinha respondido as nossas orações e enviado o Messias. Tudo iria se resolver! Mas de repente, aconteceu o pior! Os sacerdotes e as autoridades o entregaram para ser preso e crucificado! Tudo acabou. Ele era a redenção de Israel... Pelo menos era isso o que nós pensávamos. Agora já não vemos saída."
Os olhos daqueles dois homens estavam tão voltados para o problema que nem perceberam que o próprio Jesus caminhava lado a lado com eles. E mesmo Jesus conversando com eles, não o reconheceram. Andaram por 11 km, tristes, desiludidos, sem esperança, mas o próprio Deus caminhava com eles, não estavam sozinhos! Ao contrário do que pensavam, Deus não tinha esquecido de Israel.

Jesus estava bem ali mas não o reconheceram! Somente quando sentaram à mesa com Ele e comeram juntos (comunhão) é que seus olhos foram abertos, e reconheceram que aquele era Jesus! Sim, era verdade! Ele tinha ressuscitado!

Deus tinha dado a solução completa para seus problemas, mas a solução não veio como esperavam. Jesus não seria apenas o rei de Israel para vencer inimigos. Jesus veio, morreu e ressuscitou para vencer a morte, a maior inimiga do homem, aquilo que o separa de Deus!

A notícia era tão boa que os dois voltaram imediatamente para Jerusalém para contar aos demais discípulos (mais 11 km de caminhada).

Cristo está vivo e continua sendo poderoso em palavras e ações na minha e na sua vida. E mesmo que durante a caminhada, por alguns momentos, eu me sinta sozinha, o próprio Jesus me faz companhia.

Num dia desses, enquanto estiver caminhando, deixe de olhar para os problemas e ouça a voz de Jesus (ele está bem aí do seu lado). Aleluia!

Aline Cândido


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A caminho de Emaús - Lucas 24.13-25
Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém.  No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido.  Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles;  mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo.  Ele lhes perguntou: "Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham? " Eles pararam, com os rostos entristecidos.  Um deles, chamado Cleopas, perguntou-lhe: "Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe das coisas que ali aconteceram nestes dias? "  "Que coisas? ", perguntou ele. "O que aconteceu com Jesus de Nazaré", responderam eles. "Ele era um profeta, poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o povo.  Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram;  e nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel. E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu.  Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje. Foram de manhã bem cedo ao sepulcro  e não acharam o corpo dele. Voltaram e nos contaram que tinham tido uma visão de anjos, que disseram que ele está vivo.  Alguns dos nossos companheiros foram ao sepulcro e encontraram tudo exatamente como as mulheres tinham dito, mas não o viram".  Ele lhes disse: "Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram!  Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória? "  E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.  Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia mais adiante.  Mas eles insistiram muito com ele: "Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". Então, ele entrou para ficar com eles.  Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles.  Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles.  Perguntaram-se um ao outro: "Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras? "  Levantaram-se e voltaram imediatamente para Jesuralém. Ali encontraram os Onze e os que estavam com eles reunidos,  que diziam: "É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão! "  Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como Jesus fora reconhecido por eles quando partia o pão.

sábado, 3 de outubro de 2009

Em boa companhia



Diga-me com quem andas e te direi quem és. Provérbio popular antigo, mas será que é 100% verdadeiro?

Jesus escolheu algumas pessoas para ficarem mais próximas a ele. Os escolhidos passariam mais tempo com Jesus, ouviriam seus ensinamentos e também o veriam agir. Mais tarde eles teriam a tarefa de ir por todo o mundo e ensinar a outros o que tinham aprendido (Mateus 28.19-20).

Se você estivesse no lugar de Jesus, quem escolheria? Pessoas íntegras, “CDFs”, que tivessem as mesmas opiniões que você? Afinal isso facilitaria o convívio! Pois é. Jesus escolheu um grupo heterogêneo e algumas figuras inacreditáveis. Veja só:

Pedro – um rude pescador, “cabeça dura”, firme, decidido, petulante e impetuoso. Falava primeiro, pensava depois. Convicto, agia por impulso. O mesmo Pedro que andou sobre as águas e reconheceu Jesus como Filho de Deus, cortou a orelha do soldado que prendeu Jesus e negou que o conhecia por três vezes. Você conhece um “cabeça dura” como Pedro?

André – pescador, talvez um “caxias”; era um dos discípulos de João Batista e foi um dos primeiros a seguir Jesus. Contou a novidade a Pedro, seu irmão, e o levou a Cristo.

Tiago e João – dois irmãos que também eram pescadores. Mimados pela mãe, parece que o “poder” subiu à cabeça dos dois. Quando um certo povoado não os recebeu bem, eles perguntaram a Jesus “- Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?” (Lucas 9.54).
Que petulância, não? Se tinham algum poder é porque o próprio Jesus tinha dado a eles. Eles só não tinham entendido ainda como esse poder deveria ser usado. Em outra passagem os dois pedem a Jesus “- Permite que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda” (Marcos 10.37). Queriam sucesso, glória, fama, queriam ser “vice-rei dos céus”. Com o passar do tempo e aprendendo com Jesus, eles mudaram. João quando escreveu o Evangelho foi tão humilde que não fez referência ao próprio nome!

Filipe – uma pessoa prática, objetiva, com raciocínio lógico. Na 1ª multiplicação dos pães, quando questionado por Jesus como iriam dar de comer a toda aquela gente, Filipe raciocinou matematicamente e disse que 200 denários* não seriam suficientes (João 6.1-7).

Tomé – quem não conhece a fama de Tomé? Várias passagens mostram que ele era racional. Tinha que ver para crer. Acreditar só no que vemos e sentimos nos mantêm presos à nossa própria gaiola, mas Jesus não desconsiderou Tomé por causa disso. Apresentou-se à Ele ressurreto convidando-o à tocá-lo, a chegar perto. Você conhece alguém como Tomé? Talvez você pense que essa pessoa nunca vai acreditar em Deus. Lembre-se de Tomé!

Simão, o zelote – imagine um judeu super nacionalista e anti-imperialista. Os zelotes queriam libertação da opressão de Roma mesmo que isso significasse luta armada e custasse a própria vida. Simão era radical, talvez como um terrorista nos dias de hoje. Como alguém tão extremista poderia estar no grupo dos doze discípulos?

Mateus – fiscal do Imposto de Renda, visto pelo povo como “cagueta”, traidor e ladrão. Cobrava impostos dos judeus para entregar a Roma. Malquisto pelos romanos e malquisto pelos judeus. Rico por fora, pobre por dentro. Imagine só Mateus e Simão Zelote no mesmo grupo? Só Jesus mesmo pra fazer uma coisa dessas!

Judas Tadeu – queria aprender mais sobre Jesus fazendo-lhe perguntas. O que há de mal em ser curioso e querer aprender? Judas Tadeu aproveitava cada momento ao lado de Jesus.

Bartolomeu e Tiago, filho de Alfeu – a bíblia traz pouca informação sobre os dois.

Judas Iscariotes – não precisa falar muito sobre ele, seus atos falam por si só. Ganancioso e mentiroso, traiu Jesus por 30 moedas de prata. Judas era ladrão; “sendo responsável pela bolsa de dinheiro, costumava tirar o que nela era colocado” (João 12.6).

Talvez você não escolhesse um ladrão para estar no seu grupo, mas Jesus escolheu. Certa ocasião Jesus disse: “- Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes... eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mateus 9.12-13).

Diferentemente de alguns de nós, Jesus não tomou a forma do seu grupo, mas os influenciou e ensinou, transformando-os. Esse mesmo grupo (com exceção de Judas Iscariotes) permanceu unido depois da ressureição de Jesus (Atos 1.13-14). “Todos se reuniam sempre em oração”, aguardando a promessa de Deus – o Espírito Santo.

Que lindo trabalho Jesus fez com esses doze discípulos! Se Ele escolheu essas doze figurinhas por que não escolheria eu e você? Há esperança para nós! ;o)

Aline Cândido

*O denário era uma moeda de prata equivalente à diária de um trabalhador braçal.